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Yoga e Nutrição na busca da remissão das doenças autoimunes

March 30, 2019

A recuperação ou remissão das doenças autoimunes depende de vários fatores, além do tratamento convencional. Uma abordagem multidisciplinar que inclui aspectos físicos, psicológicos, ambientais e nutricionais, podem auxiliar na melhora clínica e modificar gatilhos (causas). 

 

 

Para entender a doença precisamos conhecer sua fisiologia (normal) e suas causas. Para explicar de uma maneira bem simples, o  sistema imune, são as nossas defesas contra invasões externas, que pode acontecer por vírus, bactérias, fungos, partes de alimento, ou seja, tudo que nosso corpo não reconhece como parte dele. Nessas doenças, o nosso sistema imunológico ataca nosso próprio corpo como se fosse um invasor de fora. Nesses casos, o diagnóstico é feito por exames genéticos, exames de marcadores inflamatórios e sintomas, geralmente os pacientes também apresentam distúrbios psicológicos. 

 

As causas são multifatoriais, ou seja, vários gatilhos podem estar associados ao desenvolvimento. A genética é um desses gatilhos, no entanto, genética não quer dizer destino e a expressão (ativação) desses genes, depende do estilo de vida e do ambiente. 

 

O nosso estilo de vida e o ambiente em que estamos expostos, podem ativar genes que estavam silenciados, e depois de ativos ele começam a exacerbar a resposta inflamatória, gerando uma autoimunidade. Então, para melhorarmos a qualidade de vida e auxiliar a diminuir a progressão da doença, precisamos pensar nesses gatilhos e modifica-los. 

 

Yoga e meditação, podem auxiliar na diminuição de marcadores inflamatórios. Nos gatilhos ambiental e estilo de vida, encaixamos a yoga e a nutrição. A yoga e mindfulness a base de meditação, além de não serem contraindicados para pacientes com autoimunes, podem modificar e auxiliar no tratamento. 

 

Os tratamentos não convencionais como a yoga e meditação, podem auxiliar na diminuição de marcadores e sem nenhum efeito colateral. Alguns estudos científicos, realizados com pacientes autoimunes e praticantes de yoga, tem mostrado uma melhora desses marcadores e também melhora na qualidade de vida e capacidade funcional dos pacientes. Geralmente, esse estudos utilizam grupos de praticantes e não praticantes, para comparar os resultados de exames bioquímicos e questionários de qualidade de vida, e os resultados são promissores e fazem da yoga, da meditação e também da psicologia, uma área a ser buscada pelo paciente que opta também pelo tratamento não convencional. 

 

Um exemplo desses estudos que falo, foi realizado com 72 pacientes com artite reumatoide, nele os resultados mostram que 8 semanas de yoga, com intervenção centrada no corpo e na mente, foi capaz de diminuir  marcadores inflamatórios importantes nos praticantes. Ou seja, a yoga tem um potencial incrível de modificar e transformar a qualidade de vida, de pessoas com doenças autoimunes. 


A nutrição: dieta ou escolhas alimentares?

 

A nutrição faz parte do tratamento não convencional e tem como alvo do tratamento a diminuição de estímulos inflamatórios. O padrão alimentar é um dos gatilhos que podem gerar uma autoimunidade, e nesse sentido, precisamos pensar na qualidade da nossa alimentação, saúde intestinal, perfil metabólico, contaminação por metais pesados, pesticidas, fitalatos e bisfenol. 

 

Eu sei que parece ser muita coisa, ou que precisaríamos viver em uma bolha, mas não é bem isso. Acredito que seja viver e conviver como o meio ambiente e com a alimentação, da melhor forma que você consegue, transformando sua realidade com um passo de cada vez. 

No auxilio do tratamento dessas doenças, a nutrição começa pela mudança no padrão alimentar, incluindo mais fibras, mais alimentos integrais de verdade, alimentos in natura e ricos em fitoquímicos. O consumo açúcar branco e gorduras trans, deve ser preferencialmente excluído da dieta.

 

Um bom controle na gestão de peso do paciente, também pode auxiliar, pois sabemos que a obesidade favorece autoimunidade e está associada a um perfil inflamatório aumentado. 

 

A saúde do sistema digestivo, também faz parte do tratamento nutricional, pois a maioria dos paciente apresentam problemas relacionados a digestão e absorção dos alimentos. Um sintoma bem comum é a disbiose intestinal, que é a presença aumentada de bactérias patogênicas “ruins” e o leaky gut (ruptura entre as células do intestino), estes são também gatilhos importantes no desenvolvimento da autoimune. 

Quanto a exposição a pesticidas, metais pesado, fitalatos e bisfenol, também podemos trabalhar nesse sentido, já que estes também são gatilhos importantes no desenvolvimento da autoimune. 

As dicas mais importantes neste aspecto são:


1.    Consumir mais alimentos orgânicos


2.    Utilizar embalagens de vidro e evitar as de plástico até mesmo as BPA free


3.    Não utilizar plástico filme ou papel alumínio, dando preferência ao papel manteiga. 


4.    Trocar gradativamente as panela de alumínio por panelas de inox, vidro, cerâmica ou aço cirúrgico. O alumínio é um dos metais pesados mais comuns em produtos de higiene pessoal, limpeza, alimentos e utensílios. 

 

O objetivo do tratamento nutricional é observar e compreender as variáveis, de como a dieta pode afetar, levando em consideração todo seu histórico para manter a saúde ou silenciar a doença. Quanto mais tempo o paciente demorar para mudar seu hábitos alimentares e de estilo de vida, mais esforço, dedicação, paciência ele precisará para ter melhorar os sintomas. 

 

A mudança não é fazer uma dieta específica é saber fazer escolhas alimentares saudáveis, com orientação correta e mais conscientização do paciente para a manutenção desse novo estilo de vida. 

 

Texto por Gabriela Castro - Nutricionista e Colunista do Blog ZAZEN

 


 

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