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Minimalismo: Quando a vida pede mais leveza e liberdade.

September 23, 2018

Estamos precisando simplificar. Depois de adquirirmos o prazer da conquista, de sermos possuidores de boa parte daquelas coisas com as quais sonhamos há tanto tempo, estamos percebendo que falta um algo mais. Falta um significado. Falta um propósito. Falta leveza e liberdade.

Começou com a leitura do livro da Annie Leonard: Story of Stuff (A História das Coisas) e seus vídeos no YouTube. Depois vieram os vídeosda Fê Neute também no YouTube e o documentário “Minimalism” e “Happy” no Netflix. De alguma forma, eu estava sempre sendo atraída e me encantando por esse movimento recente aqui no Brasil, mas que surgiu há alguns anos em outros países, como na Europa, que têm uma sociedade menos direcionada para o consumo. Mas eu estava querendo entender melhor o tão aclamado “Minimalismo”.

 

Percebi que não sou nem nunca serei minimalista de carteirinha, porém, estou buscando trazer para minha rotina a consciência da real necessidade de compra, sem excessos, sem consumismo desenfreado e perda de  controle e liberdade. Pois, diferente do consumo, o consumismo refere-se à atitude de tentar satisfazer  carências emocionais e sociais através de compras e demonstrar o valor pessoal por meio do que se possui. E, a verdade, é que quando a gente entra nessa armadilha ficamos mais distante dos nossos sonhos.

 

O minimalismo é um movimento que nos faz entender o que é importante na nossa vida e ensina a valorizar o que realmente nos traz felicidade. Quando aprendemos a fazer essa seleção, fica muito mais fácil deixar de focar nosso tempo e nosso dinheiro em coisas que não fazem a diferença e que não trazem benefícios nenhum para nossa vida. Isso se aplica não somente aos bens materiais, mas se estende também a outras esferas da vida, como relacionamentos e pensamentos.

 

Estamos precisando simplificar. Depois de adquirirmos o prazer da conquista, de sermos possuidores de boa parte daquelas coisas com as quais sonhamos há tanto tempo, estamos percebendo que falta um algo a mais. Falta um significado. Falta um propósito. Falta leveza e liberdade. Pesquisas mostram que os níveis de felicidade vêm caindo à medida que nosso consumo aumenta, então consumir mais coisas não nos deixam mais felizes e sim com menos tempo para as coisas que realmente nos fariam felizes, como: amigos, família, lazer, etc. E ainda
precisamos trabalhar mais para pagar por nossos excessos e por um estilo de vida que tira nossa paz e liberdade ao ditar a moda e impor a busca constante pelo mais novo modelo de coisas com obsolescência planejada.

 

Precisamos trilhar um caminho diferente. Aprender a resgatar o que é simples e durável. Priorizar a qualidade em vez da quantidade, em todos os aspectos da vida. O impulso para consumo excessivo não pertence à natureza humana, e tampouco é um direito natural. Não devemos
aceitar sermos valorizados só pelo o que temos, somos muito mais do que isso. Essa é uma cultura arquitetada pelas grandes corporações e pelo governo. Devemos valorizar a cultura da moderação. É como dizia no Taoismo: “Aquele que compreende ter o bastante é rico”. (Tao Te King).

 

Existe uma grande diferença entre simplificação e privação. Ao decidir simplificar, aprendemos a optar. A fazer boas escolhas. A consumir menos e com  consciência. A não encher as gavetas com porcarias
baratinhas que só trazem alegria momentânea. A  descomplicar. A organizar a bagunça, de dentro pra fora. A fortalecer o espírito de comunidade. A nos  conhecermos melhor, priorizando o desenvolvimento pessoal e a saúde, em detrimento do acúmulo de coisas.

 

Adquirir hábitos minimalistas não se trata  obrigatoriamente de viver com menos, mas com equilíbrio, de maneira a encontrar maior propósito,
realização e satisfação. Seriam os europeus infelizes por viverem em casas menores, dirigir carros menores e possuir menos coisas? Segundo as pesquisas, não. Então, para começar podemos mudar de paradigma, trocar os comportamentos automáticos e habituais por atitudes mais conscientes e que estão mais alinhadas com o que queremos para a nossa vida, abraçando o que realmente é essencial e o que traz mais significado para nós e para nosso entorno. Finalmente estaremos mais leves e envolvidos por aquilo que aquece a alma, e certamente muito mais felizes…

 

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